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Medicina Nuclear
O que é?
A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que faz uso de substâncias radioativas (radiofármacos) para fins diagnósticos e terapêuticos.
Existem aplicações diagnósticas da Medicina Nuclear em diversas áreas como Cardiologia, Oncologia, Neurologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Nefro-Urologia e Infectologia.
Os radiofármacos são administrados por via venosa ou oral e distribuem-se no organismo de acordo com suas características específicas (Ex: Iodo-131 é utilizado na síntese de hormônios tiroideanos, fosfatos-Tc99m são captados pelos ossos).
O grau de concentração do radiofármaco nos tecidos reflete o metabolismo celular, permitindo uma avaliação funcional dos órgãos estudados, enquanto a maioria dos outros métodos de diagnóstico por imagem permite a avaliação anatômica das estruturas.
A radiação emitida pelos radiofármacos para fins diagnósticos é do tipo gama. A dose de radiação utilizada nos procedimentos diagnósticos é em geral similar ou inferior às de outros métodos diagnósticos que utilizam Raios-X.
Nos procedimentos terapêuticos são utilizados emissores de radiação Beta. Suas principais aplicações são no tratamento de doenças tiroideanas e de dores ósseas de origem metastática refratárias a medicações.
A radiação emitida pelo paciente após administração do radiofármaco é detectada por um equipamento chamado gama-câmara (câmara de cintilação) e convertida em sinais que são transmitidos para um computador, processados e transformados em imagens. As imagens podem ser bidimensionais (planas) ou tomográficas (SPECT).
As imagens são interpretadas por um médico especialista em Medicina Nuclear, fornecendo importantes informações sobre perfusão, metabolismo e viabilidade dos tecidos estudados.
Dr. Bernardo Pedreira Coelho
Especialista em Medicina Nuclear pelo
Colégio Brasileiro de Radiologia e Associação Médica Brasileira